Urgente - Eleição 2020 pode ser adiada com agravamento do coronavírus
Urgente - Eleição 2020 pode ser adiada com agravamento do coronavírus

facePlantão Regional
perm_contact_calendar25 Maro, 2020 16:28:00


Ganha força a possibilidade do adiamento do processo eleitoral com o agradavamento do quadro da pandemia do novo coronavírus. O custo das eleições passou a ser questionado num momento em que o governo federal precisa direcionar recursos para o enfrentamento da doença, tanto na área da saúde como da economia.



Somente o fundo eleitoral e o fundo partidários, juntos, chegam a quase R$ 3 bilhões. O Orçamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão responsável por realizar as eleições, é de R$ 2,1 bilhões para 2020. Além disso, o fechamento de diversos órgãos públicos e a redução na circulação de pessoas afetam os prazos de cadastramento biométrico dos eleitores e também do registro das candidaturas.


Para o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi, em entrevista ao Jornal O Tempo, o adiamento das eleições é inevitável. Ele considera que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) não terão tempo suficiente para organizar as corridas eleitorais, uma vez que o Ministério da Saúde prevê que a situação vai começar a ser amenizada somente a partir de setembro.


Levantamento de O Tempo aponta que o governador Romeu Zema (Novo) e os prefeitos de algumas das maiores cidades mineiras defendem o adiamento das eleições municipais de 2020 e a realização de eleições unificadas em 2022, para os cargos de presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual, prefeito e vereador. No entanto, a decisão é do Congresso Nacional.


Segundo o site G1.com, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), divulgou áudio no domingo (22) em que diz que a discussão sobre um possível adiamento das eleições municipais em razão do coronavírus é "completamente equivocada".


Já o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, também se manifestou a respeito do assunto. Segundo ele, além de ser necessárias mudanças na Constituição, se o adiamento vier a ocorrer, deve ser "apenas pelo prazo necessário e inevitável para que as eleições sejam realizadas com segurança para a população".


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