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FIM TRÁGICO DA BUSCA: corpos de casal de jovens desaparecidos há 20 dias são encontrados em Sete Lagoas

FIM TRÁGICO DA BUSCA: corpos de casal de jovens desaparecidos há 20 dias são encontrados em SL

Terminou de forma trágica a busca pelo casal de jovens Vitor Hugo Cassemiro (20) e Ana Clara Xavier (18). Eles estavam desaparecidos desde a tarde do dia 31 de janeiro, quando saíram da casa da jovem, no bairro Dona Silva. 

Seus corpos foram encontrados na tarde deste domingo (22), já em avançado estado de decomposição, em uma área de mata fechada, às margens de uma estrada de terra na regiãodo sítio Vovó Cléa, próximo à Iveco, em Sete Lagoas. 

A descoberta foi feita por um morador que, ao entrar na vegetação para colher pequis, deparou-se com os corpos e acionou imediatamente a Polícia Militar via Copom. No local, a perícia identificou sinais de extrema violência. De acordo com análise preliminar, ambos os crânios apresentavam perfurações típicas de disparos de arma de fogo. Além disso, uma corda foi encontrada junto ao corpo masculino, sugerindo que as vítimas podem ter sido rendidas ou amarradas antes da execução. Devido ao estado dos restos mortais, a identificação visual direta não foi possível.

A confirmação da identidade das vítimas ganhou força após a Polícia Militar registrar fotografias das roupas e acessórios encontrados no local. Ao ser procurada pela guarnição, a mãe de Ana Clara reconheceu itens como chinelos, anéis, piercings e roupas como sendo de sua filha.

Os corpos foram recolhidas pelo serviço funerário e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde passarão por exames de DNA e antropologia forense para a confirmação técnica das identidades e o esclarecimento oficial das causas das mortes.

Os jovens foram vistos pela última vez na casa de Ana Clara, quando disseram que iriam para a casa de uma tia e depois passariam o restante do final de semana na casa de Vitor Hugo, também no bairro Dona Silva.

Desde então, as famílias de ambos procuravam por informações que pudessem ajudar na localização dos jovens. O depoimento da mãe de Ana Clara trouxe à tona um cenário de medo que antecedeu o desaparecimento. Segundo ela, a filha vinha sofrendo ameaças constantes de um ex-namorado, de 21 anos, que não aceitava o fim do relacionamento. O casal tinha uma filha de um ano e oito meses em comum.

O principal suspeito, de 21 anos, que já possuía registros policiais por ameaças contra a ex-companheira e até contra a própria irmã grávida. A Polícia Militar já identificou uma câmera de monitoramento em uma propriedade industrial nas proximidades cujas imagens podem ter registrado a movimentação de veículos no dia do crime. O caso agora está sob a jurisdição da Polícia Civil, que conduzirá os inquéritos e as diligências necessárias para formalizar a autoria e garantir a responsabilização penal dos envolvidos.

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