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A FARRA CONTINUA: Aluguel da Secretaria de Mobilidade Urbana de Sete Lagoas quase triplica de valor

A FARRA CONTINUA: Aluguel da Secretaria de Mobilidade Urbana de Sete Lagoas quase triplica de valor

Ao que tudo indica, a irresponsabilidade financeira da gestão do prefeito Douglas Melo continua em Sete Lagoas. A farra com o dinheiro público agora acontece também nos aluguéis da Prefeitura. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, que sempre funcionou na rua Dr. Campos Júnior, ao lado da Praça Tiradentes, ocupava dois imóveis, com aluguéis de R$ 2.500,00 e R$ 2.600,00, dando um total de R$ 5.100,00 por mês.

Recentemente a pasta mudou para um novo endereço: na rua Raquel Teixeira Viana, antiga agência do Banco Itaú, ao lado do Hospital Municipal, pagando um aluguel mensal de R$ 14.000,00, quase três vezes mais o valor pago até então. 

Outra Secretaria que mudou de endereço recentemente foi a de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, que funcionava em um terreno do Município, entre o Horto Municipal e a Codesel. Agora, a pasta funciona na parte de cima do imóvel onde funciona o supermercado Super Sô, onde antes funcionava o escritório regional da Secretaria de Estado da Fazenda, também com aluguel exorbitante. 

Outros gastos
Relatórios do TCE-MG divulgados recentemente revelam um cenário preocupante: aumento expressivo no número de servidores, crescimento acelerado da despesa com pessoal e disparada nos chamados "Restos a Pagar Processados" (RPP). Para especialistas em contas públicas, a combinação desses fatores pode representar risco fiscal se não houver correções urgentes.

O impacto nas contas públicas é evidente. A despesa com pessoal saltou de R$ 615.729.666,30 para R$ 703.366.282,98, um crescimento superior a 14% em apenas um ano. O índice de despesa com pessoal atingiu 51,56% da Receita Corrente Líquida (RCL), ultrapassando o chamado limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, fixado em 51,30% (95% do limite legal).

Outro dado que preocupa é o volume de Restos a Pagar Processados (RPP), que são despesas referentes a serviços já prestados ou materiais já entregues, mas ainda não pagos. Segundo os números oficiais, o valor chega a R$ 128 milhões acumulados em apenas um ano.

Diante desse cenário, fica a pergunta: onde estão as prioridades da atual gestão? Enquanto os gastos com aluguéis e a folha de pagamento disparam e os Restos a Pagar se acumulam, a população convive com buracos, mato alto, filas na saúde e serviços cada vez mais precários. Os números oficiais apontam para um desequilíbrio preocupante, que exige transparência, responsabilidade e mudanças urgentes de rumo. Afinal, dinheiro público não é cheque em branco: é compromisso com a cidade e com quem vive nela.
 

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