DESESPERO TOTAL: Após quebrar Prefeitura, Douglas Melo começa a vender patrimônio dos sete-lagoanos
DESESPERO TOTAL: Após quebrar Prefeitura, Douglas Melo começa a vender patrimônio dos sete-lagoanos
Mesmo aumentando impostos, taxas e tarifas e pegando quase meio bilhão de reais emprestado, parece que o aumento da arrecadação não está acompanhando o aumento dos gastos públicos em Sete Lagoas. A conta não está fechando. O que seria o certo a se fazer? Economizar? Melhorar a gestão? Em Sete Lagoas, não! A decisão do prefeito Douglas Melo foi vender o patrimônio.
A Prefeitura de Sete Lagoas decidiu levar a leilão uma série de imóveis públicos espalhados por diferentes bairros da cidade, em uma medida que já provoca questionamentos sobre a condução financeira do município. O edital do Processo Licitatório nº 8313/2026 prevê a alienação de áreas institucionais e lotes urbanos por meio de leilão eletrônico, com critério de maior lance.
A iniciativa, apresentada oficialmente como uma ação administrativa prevista em lei, ocorre em meio a um cenário de aumento de despesas públicas e ampliação da carga sobre o contribuinte local, incluindo reajustes de taxas e impostos nos últimos meses. Para críticos da gestão municipal, a venda de patrimônio público evidencia uma estratégia de curto prazo para equilibrar contas que, na prática, estariam pressionadas pelo excessivo aumento de gastos na administração municipal.
De acordo com o edital, os imóveis colocados à venda estão distribuídos em diversas regiões da cidade, como Montreal II, Verde Vale II, Bela Vista III e Residencial Campestre, incluindo áreas institucionais que, em tese, poderiam ser destinadas a equipamentos públicos como praças, postos de saúde, creches ou projetos de interesse coletivo. A alienação contempla desde lotes menores até áreas superiores a 9 mil metros quadrados.
Outro ponto que chama atenção é a rapidez exigida no pagamento: o vencedor do leilão deverá quitar o valor do lance em até 48 horas após a homologação do resultado. Para especialistas, esse tipo de exigência reforça o caráter arrecadatório imediato da medida. Desespero para cobrir o rombo, em outras palavras.
Até que ponto a venda de bens públicos é uma solução legítima ou apenas um “tapa-buraco” financeiro? Há aí uma contradição evidente: enquanto a população arca com mais impostos, o poder público recorre à venda de ativos para fechar as contas. O debate político deve se intensificar, especialmente na Câmara Municipal, onde o prefeito vem perdendo apoios a cada dia, diante da percepção de que a cidade pode estar abrindo mão de patrimônio estratégico para resolver problemas imediatos de caixa.
Há lotes de 360m² por R$ 126 mil (Verde Vale II) até um chacreamento inteiro medindo mais de 9.000m² por R$ 2,3 milhões (Dona Lili). No total, são cerca de 60 imóveis e uma área total que ultrapassa os 44.000m². Levando em conta que o município possui aproximadamente 537 milhões de m², estamos falando da venda de mais de 0,008% do território de Sete Lagoas. A venda pode gerar algo entre R$ 9 milhões a R$ 17 milhões. O certame está previsto para o dia 8 de abril, às 08h30, e o edital pode ser conferido neste link.
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