[VÍDEO] ABANDONADA: Lagoa Paulino agoniza com odor e lodo impactando negativamente no meio ambiente e comércio
Lagoa Paulino agoniza com odor e lodo impactando negativamente no meio ambiente e comércio
Um dos principais cartões-postais de Sete Lagoas, a Lagoa Paulino, tem se transformado em símbolo de abandono e descaso ambiental sob a gestão do prefeito Douglas Melo. Nos últimos dias os sete-lagoanos que passam pela orla da lagoa têm notado um lodo verde recobrindo praticamente toda a extensão do espelho dágua. O excesso de algas é um dos principais fatores que provocam odor e turbidez da água.
A situação escancara a falta de manutenção e de ações preventivas por parte do poder público. O material orgânico em suspensão, além de diminuir a oxigenação da água, o que pode levar à mortandade de peixes e outros animais, também exala um odor fétido que espanta não apenas os pedestres e quem costuma fazer sua caminhada no entorno, mas também turistas e clientes dos comércios, bares e restaurantes da orla.
Em um dos vídeos que circulam pela internet, um cidadão indignado afirma que os aeradores que se encontram na lagoa e deveriam servir para oxigenar a água encontram-se desligados, não se sabe se danificados ou não. "Tá tudo desligado. Difícil demais. Tem dinheiro pra tanta coisa, mas pra manter o principal cartão postal da cidade, não tem. Tá estragado? Conserta, uai", questiona o cidadão no vídeo.
Outros dois equipamentos que serviriam para manter a qualidade da água por meio de ondas de ultrassom, instalados no final de 2022 pela empresa paulista Anti-algas Soluções Náuticas, também encontram-se em desuso, abandonados no meio da lagoa.
O impacto vai além da questão ambiental. A degradação da Lagoa Paulino afeta diretamente o turismo e a economia local. Comerciantes, bares e restaurantes da orla já sentem a queda no movimento, enquanto visitantes evitam um dos principais pontos de lazer da cidade.
Vale lembrar que, além da água, outros equipamentos da lagoa também estão mal cuidados: a Ilha do Milito, embora esteja atualmente recebendo uma exposição temporária, não tem condições de receber visitantes e seu interior segue oficialmente fechado. Além disso, o letreiro "Viva Sete Lagoas" encontra-se com a iluminação queimada e a fonte luminosa possui vários bicos entupidos.
Diante desse cenário, cresce a cobrança por respostas e ações concretas da Prefeitura. A falta de cuidado com um patrimônio natural, cultural e turístico tão importante levanta questionamentos sobre as prioridades da atual gestão e reforça a percepção de negligência com o meio ambiente e com o potencial turístico de Sete Lagoas.
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