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Sete Lagoas despenca em ranking nacional de progresso social e escancara fragilidade da gestão Douglas Melo

Sete Lagoas despenca em ranking de progresso social e escancara fragilidade da gestão Douglas Melo

A promessa de desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida em Sete Lagoas parece cada vez mais distante da realidade enfrentada pela população. Dados do novo Índice de Progresso Social (IPS Brasil), divulgados nesta semana, mostram que o município acumulou quedas expressivas em indicadores sociais durante a atual gestão do prefeito Douglas Melo.

O levantamento, realizado pelo Instituto Imazon, revela que Sete Lagoas ocupa atualmente apenas a 1.252ª posição entre os 5.570 municípios brasileiros avaliados. Em Minas Gerais, a cidade aparece em um preocupante 215º lugar, distante dos municípios mineiros mais bem colocados, como Nova Lima, Uberlândia e Belo Horizonte.

O dado mais alarmante é a deterioração acelerada dos índices em apenas dois anos. Em 2024, Sete Lagoas registrava 65,14 pontos e ocupava a 407ª posição nacional. Já em 2025, o índice despencou para 62,74 pontos, fazendo a cidade cair para a 1.154ª colocação. Em 2026, apesar de uma leve recuperação para 63,95 pontos, o município continua muito abaixo do patamar registrado anteriormente.

Na prática, os números revelam aquilo que moradores sentem diariamente: piora nos serviços públicos, insegurança crescente e falta de perspectivas. Entre os indicadores mais preocupantes está a dimensão de Necessidades Humanas Básicas, que caiu de 78,06 pontos em 2024 para 75,92 em 2026. A segurança pessoal foi um dos fatores que mais contribuíram para a queda, justamente em um momento em que moradores relatam aumento da sensação de insegurança em diversos bairros da cidade.

Outro ponto crítico é o índice de Oportunidades, considerado um dos principais termômetros de inclusão social e qualidade de vida. O desempenho de Sete Lagoas foi desastroso: 47,34 pontos em 2024, queda brusca para 42,77 em 2025 e tímida recuperação para 44,95 em 2026. Ainda assim, o resultado permanece muito abaixo do necessário para uma cidade do porte e importância econômica de Sete Lagoas.

O contraste fica ainda mais evidente quando comparado ao desempenho de cidades mineiras que avançaram em áreas estratégicas como educação, segurança, inclusão social e acesso à saúde. Enquanto municípios semelhantes conseguem evoluir, Sete Lagoas perdeu posições no último ano.

A pesquisa do Instituto Imazon utiliza 57 indicadores sociais e ambientais, com dados oficiais de órgãos como IBGE, DataSUS e Inep. O estudo mede resultados concretos em áreas essenciais, incluindo saúde, educação, segurança, acesso à informação e oportunidades sociais. O cenário apresentado reforça críticas frequentes feitas por moradores sobre abandono de áreas prioritárias, falta de planejamento e incapacidade da administração municipal de transformar arrecadação e crescimento econômico em desenvolvimento social real.

Em vez de avançar, Sete Lagoas parece caminhar para trás. E os números agora comprovam isso. Confira a íntegra do estudo.
 

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