Tempo / Clima

Plantão Regional O Regional

Troca de acusações expõe disputa entre ex-pastores de Sete Lagoas e Igreja do Evangelho Quadrangular

Troca de acusações expõe disputa entre ex-pastores de Sete Lagoas e Igreja do Evangelho Quadrangular

Uma disputa envolvendo os ex-pastores Alaerson e Rosileia e a Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ) em Minas Gerais ganhou novos capítulos após a circulação de informações divergentes sobre a saída do casal da denominação.

De um lado, os ex-líderes teriam divulgado que foram retirados de suas funções pela instituição. De outro, representantes ligados à administração da IEQ afirmam que o desligamento ocorreu por iniciativa dos próprios pastores, que teriam comparecido ao Conselho Estadual da igreja para formalizar sua saída e entregar chaves e bens vinculados à unidade religiosa.

Segundo essa versão, não houve processo disciplinar ou expulsão formal, procedimento que, de acordo com as normas internas da denominação, exigiria instauração de processo específico e garantia de ampla defesa.

O site Fuxico Gospel publicou neste sábado, 13 de junho, matéria em que informa que obteve um documento que contesta a versão de que os pastores Alaerson e Rosileia teriam sido expulsos da Igreja do Evangelho Quadrangular e apresenta uma série de questionamentos sobre a antiga gestão do casal.

Segundo o material obtido pelo site, os então pastores compareceram espontaneamente ao Conselho Estadual da denominação em Minas Gerais, comunicaram o desligamento ministerial e assinaram um termo para a entrega das chaves e dos bens da igreja.

O documento afirma que não houve processo disciplinar, afastamento compulsório ou intervenção administrativa contra o casal. Rosileia teria permanecido na função de superintendente mesmo após uma mudança na estrutura regional da denominação.

A saída teria acontecido depois que Alaerson e Rosileia não aceitaram determinações administrativas apresentadas pela liderança da igreja. A versão, porém, ainda precisa ser confrontada com o termo de desligamento e com uma manifestação oficial dos ex-pastores.

Questionamentos sobre atividades financeiras
O material afirma que Alaerson exercia funções ligadas à contabilidade e à fiscalização das igrejas em Minas Gerais, enquanto participava de uma empresa do setor financeiro digital.

Segundo o documento, ele teria intermediado serviços financeiros para pastores e líderes religiosos. A publicação classifica essa atuação como incompatível com as funções internas que exercia, mas não apresenta, nas páginas analisadas, decisão judicial ou condenação contra o ex-pastor.

Também há alegações de que áreas pertencentes à igreja em Sete Lagoas eram utilizadas por terceiros para atividades comerciais, o que poderia gerar riscos patrimoniais e tributários para a instituição.

Relatório cita diferenças nas contas
O documento menciona um saldo contábil de R$ 115.974,36 que não teria sido localizado em conta bancária. Também afirma que uma conta regional registrava R$ 294 mil, mas que somente R$ 11 mil teriam sido encontrados durante a conferência.

O material ainda cita ausência de lançamentos de receitas de março de 2026, saques realizados no dia da entrega das chaves e despesas consideradas suspeitas pela nova administração.

Entre elas estão uma nota fiscal de R$ 70 mil por avaliação de imóvel e 13 boletos emitidos em favor do escritório contábil de Alaerson, alguns com vencimento previsto até março de 2027.Recursos para pastores

Segundo o documento, os lançamentos questionados somariam R$ 211.421,68. Esses números representam a versão apresentada no material e dependem de confirmação por extratos, notas fiscais, contratos e conciliação contábil completa. 

Caso os citados queiram se manifestar, o site Plantão Regional 24 Horas está à disposição para publicar suas versões.

Fonte: Fuxico Gospel
(c)

Compartilhe no Whatsapp: Clique aqui!


Participe da comunidade do Plantão Regional 24 horas no Whatsapp e receba as principais notícias do dia direto no seu celular.  Clique aqui e se inscreva.