CRISE NA SAÚDE: Carta aberta expõe autoritarismo, perseguição e colapso na gestão de Douglas Melo em Sete Lagoas
CRISE NA SAÚDE: Carta aberta expõe autoritarismo, perseguição e colapso na gestão de Douglas Melo em Sete Lagoas
A retórica de "renovação e mudança" que elegeu o prefeito Douglas Melo em Sete Lagoas desmoronou de vez. O que se vê hoje na saúde pública do município não é a eficiência prometida, mas sim um cenário alarmante de abandono, mordaça e falta de gestão crônica.
Em uma Carta Aberta divulgada nesta terça-feira, 23, os próprios servidores da Secretaria Municipal de Saúde quebraram o silêncio para denunciar o tratamento degradante, a ausência de diálogo e o clima de terror psicológico que tomou conta dos bastidores da administração pública.
O prefeito que não ouve
O documento emitido pelos profissionais escancara o isolamento do chefe do Executivo. Segundo os relatos, diversas tentativas de contato com o prefeito Douglas Melo foram sumariamente frustradas. Ao fechar as portas para quem está na linha de frente do atendimento da saúde, o prefeito demonstra não apenas uma gritante incapacidade gerencial, mas também um profundo desrespeito com a população, que depende diretamente do bem-estar desses trabalhadores.
"Sentimos que nossas reivindicações são ignoradas, nossos direitos desconsiderados e nossas vozes silenciadas", desabafam os servidores no manifesto. O ponto mais grave da denúncia envolve a conduta da atual gestão. Aqueles que ousaram cobrar melhorias ou questionar as decisões da Prefeitura afirmam ter enfrentado "intimidação, represálias e perseguição".
O texto aponta diretamente para o comportamento autoritário de chefias indicadas pela administração, que utilizariam seus cargos para constranger e enfraquecer os funcionários com menor poder na estrutura administrativa.
A crise de gestão em Sete Lagoas ganha contornos ainda mais preocupantes quando os servidores revelam que as queixas formais apresentadas aos órgãos de controle municipais foram tratadas com "descaso e ignoradas". Sem ter a quem recorrer internamente, a categoria se viu obrigada a expor o próprio sofrimento publicamente para tentar frear os abusos.
A equação da falta de gestão de Douglas Melo é simples e perigosa: falta de diálogo gera uma gestão ineficiente. Perseguição e desrespeito destroem o ambiente de trabalho. Profissionais desvalorizados resultam, inevitavelmente, na queda da qualidade do atendimento ao cidadão sete-lagoano.
A carta funciona como um manifesto de socorro e um ultimato ao prefeito. Resta saber se Douglas Melo continuará governando de costas para a realidade e para os seus trabalhadores, ou se finalmente assumirá a responsabilidade que o cargo exige, abrindo as portas da Prefeitura antes que o sistema de saúde de Sete Lagoas colapse de vez, como já ocorreu com o transporte público da cidade.
Confira AQUI a íntegra da carta.
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