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[VÍDEO]: cidadã denuncia descaso da Prefeitura de Sete Lagoas com o transporte público na Lontrinha

[VÍDEO]: cidadã denuncia descaso da Prefeitura de Sete Lagoas com o transporte público na Lontrinha

Moradores da Lontrinha, em Sete Lagoas, reclamam do descaso da Prefeitura com a população da região. Desde que a gestão do prefeito Douglas Melo assumiu o transporte público na cidade, a região não conta mais com o serviço, segundo denunciou uma cidadã. Em um vídeo que circula nas redes sociais, ela se queixa de ter que andar mais de dois quilômetros em estrada de terra para chegar ao ponto mais próximo.

"Corremos risco de ter alguém no meio do mato, é um descaso com a população. A gente paga imposto, paga a lotação que não é barato, é R$ 6, e ainda tem que passar por isso, esse descaso de tirar a lotação da gente", lamenta a cidadã. "Alguns minutos depois, ela encontra com outros moradores da região. "Eles desceram aqui vários quilômetros caminhando bastante a pé para pegar lotação, com criança, com sacola, uns indo e outros voltando e a gente precisando da lotação", completa.

Novela sem fim
É mais um capítulo na longa novela da falta de gestão da administração atual no transporte público de Sete Lagoas. Desde o fim de 2025, o transporte coletivo municipal vive uma sequência de impasses entre os trabalhadores da concessionária Turi, a empresa, a Prefeitura e, posteriormente, a intervenção municipal no sistema. O conflito começou como uma disputa salarial, mas evoluiu para uma crise estrutural envolvendo atrasos de pagamentos, incertezas sobre a concessão e dificuldades financeiras na operação tanto da Turi quanto da Cooperseltta. Desde então, diante da falta de gestão por parte da Prefeitura nas últimas semanas, milhares de passageiros vêm enfrentando sucessivas interrupções no serviço.

Cronologia das paralisações
Dezembro de 2025 – O movimento marcou o início da crise recente.
Janeiro de 2026 – Reajuste da passagem de ônibus. 
Março de 2026 – Cooperseltta ameaça parar por falta de repasse da Turi.
Abril de 2026 – Nova paralisação por reajuste salarial.
Junho de 2026 – Retomada da greve, que durou sete dias, e intervenção da Prefeitura.
Final de junho de 2026 – Nova paralisação por salários atrasados de maio.
Julho - O serviço só voltou completamente em 17 linhas, prejudicando bairros periféricos.

Confira o vídeo:

 

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