[VÍDEO] Crise na Saúde de Sete Lagoas: Hospital Municipal volta a ter macas e pacientes pelos corredores
[VÍDEO] Crise na Saúde de Sete Lagoas: Hospital Municipal volta a ter macas e pacientes pelos corredores
Sete Lagoas vive um caos na Saúde sem precedentes. Depois de investimentos feitos na modernização e ampliação do Hospital Municipal durante e no pós-pandemia, o que pacientes e familiares vêem agora é a volta de macas nos corredores da principal unidade de saúde pública da região, com pacientes chorando de dor sem saberem se e quando serão atendidos, falta de insumos básicos, instalações em péssimas condições de uso, excesso de trabalho por parte dos profissionais e ausência de diálogo da atual gestão com os servidores da pasta.
A crise não é um fato isolado, mas um colapso em cadeia. Além das longas filas para exames e consultas, que muitas vezes podem levar anos, na semana passada o Plantão Regional 24 Horas já tinha divulgado o vídeo de uma cidadã indignada pelas péssimas condições do banheiro da UPA 24 Horas e a superlotação da unidade. Hoje foi a vez de outra usuária do serviço público denunciar o acúmulo de macas e pacientes nos corredores do Hospital Monsenhor Flávio D'amato (Hospital Municipal) de Sete Lagoas.
O que deveria ser um local de cura transformou-se em um ambiente insalubre e desesperador para a população e funcionários. Vídeos gravados por usuários expõem o rastro da incompetência administrativa. "A situação tá critica, viu. Critica mesmo. Deveria ser um lugar mais digno", diz a cidadã que registrou o vídeo, em meio a gritos de dor de pacientes pelos corredores do hospital. A situação em que a saúde pública da cidade chegou requer uma intervenção urgente do Poder Legislativo Municipal e do Ministério Público.
A trágica ironia da situação reside nas promessas políticas. Diante de uma crise que humilha o cidadão diariamente, uma pergunta inevitável ecoa: se a gestão do prefeito Douglas Melo demonstra total incapacidade para administrar e manter o próprio Hospital Municipal da cidade, como pretende equipar e gerir o futuro Hospital Regional, ainda mais sendo contrário à sua federalização? A população de Sete Lagoas exige, com urgência, dignidade, insumos, respeito aos servidores e, acima de tudo, uma gestão que saiba priorizar a vida humana antes que o sistema de saúde colapse de forma irreversível.
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